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BEM-VINDO A CAPITÓLIO MG

Capitólio pertence ao Circuito Nascentes das Gerais

Região: Sudoeste
Habitantes: ±9.500
Temperatura Média: 20,7°C
Distância da Capital: 284 Km

Tipos de turismo que Capitólio propicia:

Turismo Ecológico (Ecoturismo), Turismo Gastronômico, Turismo Rural, Turismo de Lazer, Turismo de Aventura

 

A Rainha dos Lagos de Minas Gerais

Por Liliane Martins
Colaboração: Renáti Conegundes e Fabiana Melo

 

 

De passagem pelo Lago de Furnas encontra-se um lugar fascinante que nem dá vontade de sair de lá. A estrada que serpenteia o lago apresenta paisagens que não há quem resista a uma pequena parada para admirar. Capitólio, uma cidadela de simplicidade singular e carinhosamente conhecida por “Rainha dos Lagos”, se revela um lugar bastante hospitaleiro; prova disso são as celebridades da política e do meio artístico de Belo Horizonte e São Paulo que encontram na cidade o refúgio para suas rotinas agitadas. Com tantas belezas naturais e as possibilidades que a barragem do Rio Grande proporcionou quando da construção da Represa de Furnas, há algum tempo Capitólio começou a valorizar-se mais e está bastante otimista quando o assunto é o crescimento do turismo na região.

É forte a presença do turismo de aventura e do ecoturismo, que proporcionam aos amantes de esportes radicais a oportunidade de desfrutar dos paraísos escondidos em meio à natureza local. As inúmeras cachoeiras e cânions, ou canyons como algumas pessoas preferem, são as grandes atrações da cidade. Elas possuem cascatas volumosas que deságuam em poços de águas cristalinas, onde a calmaria das águas e a tranqüilidade da mata exuberante se encontram numa perfeita harmonia. Imprescindível o passeio de lancha ou chalana pelo lago, oferecendo a oportunidade de um espetáculo único, de maravilhosa beleza.

Após passar o dia se divertindo junto às maravilhas que a natureza oferece, o visitante pode apreciar as delícias da culinária da região, que atende a todos os gostos. Sem se esquecer do tradicional frango caipira, a especialidade de Capitólio são os pratos à base de peixe, como traíras, tilápias e churrasco de peixe. Cada restaurante é mais criativo que o outro na preparação das refeições e muitos possuem segredos guardados a sete chaves. A mineiridade perpetua em Capitólio de tal maneira que hábitos centenários são praticados até hoje. Um exemplo é o alto falante da Igreja Matriz de São Sebastião que anuncia os fatos que ocorrem na cidade como se fosse um jornal. Esse é apenas um detalhe de tantos outros que não foram influenciados pela modernidade, e assim os velhos costumes do lugar embelezam ainda mais Capitólio e encanta a todos que por lá visitam nem que seja por uma breve caminhada na praia artificial ao fim da tarde.

 

HISTÓRIA DE CAPITÓLIO

A história de Capitólio data 1800 quando dois portugueses – Machado de Faria e Gonçalves de Morais – chegaram à região e foram os primeiros a explorarem o lugar que antigamente era conhecido como “Mata do Rio Piumhi”. A agricultura, aos poucos, tornou-se uma forma de investimentos na região para a família dos portugueses e de alguns tropeiros que ali instalaram as primeiras fazendas produtivas; assim, no século XIX o comércio já movimentava a economia do lugar. Em 1830, três irmãos: João Francisco, Manoel Francisco e Antônio Francisco migraram para região e fundaram um povoado que foi chamado “Arraial dos Franciscos”, em homenagem aos considerados donos das terras. Esse lugar tinha também o nome de “Arraial dos Cabeças”, pois os três irmãos eram considerados líderes (cabeças) incontestáveis da região devido as posses que tinham. Há quem conte também que os Franciscos tinham as cabeças muito grandes.

Por volta de 1893, um fazendeiro de nome Pedro Messias da Cunha que percorria o interior de Minas em busca de terrenos férteis, chegou à região e obteve grandes pedaços de terras. Com a ajuda de alguns colonos, Pedro Messias iniciou o cultivo do solo fértil. Em 1895 ele doou alguns pedaços de suas terras para o arraial e em uma delas construiu o cemitério e a capela em homenagem ao padroeiro da cidade, São Sebastião. Assim, durante um curto espaço de tempo o povoado recebeu o nome de Casa de Pedra em seguida foi nomeado “Arraial de São Sebastião dos Fransciscos”. Em 7 de setembro de 1923 o arraial se desligou de Piumhi através de uma lei que o elevou para distrito, “Distrito de Capitólio”, e assim tornou-se parte do município de Guapé. Em 1939 o Distrito de Capitólio foi elevado à categoria de Vila, e seu nome mudou para Vila de Capitólio. Em 1943 a vila tenta ser independente, mas não consegue. Foi então que em 27 de dezembro de 1948 Capitólio se transforma em município conquistando assim a sua independência político-administrativa.

A palavra Capitólio vem do latim Capitolium, nome de um templo da Roma antiga destinado a Júpiter, o pai dos deuses romanos da antiguidade. Mas no caso do nome da cidade a palavra “Capitolium” teve origem do radical caput, capit, que significa “cabeça” e está relacionado a um dos primeiros nomes do lugar: “Arraial dos Cabeças”. Capitólio tem um grande destaque na agricultura, principalmente na produção do café, mas o turismo está se tornando a principal atividade econômica da cidade. Com a chegada das águas da repesa de Furnas, a cidade que já tinha sua beleza natural, teve um progresso significativo principalmente após a construção do Balneário Escarpas do Lago, próximo à Lagoa de Furnas. O atrativo possui a maior base náutica de água doce da América Latina e recebe inúmeros visitantes, tendo sido projetado com um nível de sofisticação muito superior ao que é habitual na região. A cidade apresenta também uma boa infra-estrutura com hotéis, clubes, lanchonetes e restaurante para receber os turistas. Recentemente o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural realizou dois tombamentos no município: Sede da Sociedade São Vicente de Paula (bem imóvel) e Conjunto do Tear (bem cultural).


 

 
 

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